Projeto Metrô de Superfície

Este é um projeto que elaborei e defendo para nossa cidade. Sei que levará aproximadamente quatro (04) anos para ser concluído, mas é exatamente este período que um grupo de pessoas governa uma cidade (prefeito mais os vereadores).

As médias e grandes cidades americanas, asiáticas e européias já possuem metrôs aéreos, muito mais baratos e viáveis que os metrôs subterrâneos. O benefício social e o custo por pessoa-transportada-ano é o mais baixo de todas as outras alternativas de transporte. São Carlos do Pinhal tem uma geografia favorável à instalação de um metrô-de-superfície acompanhando as avenidas marginais da cidade, que unidas, se transformam em um grande anel viário de trinta e dois quilômetros (32 kms) na região central. Tal anel viário atinge vinte e três (23) bairros diretamente… e com conexôes metrô-ônibus, cada bairro atinge mais três (03) outros, totalizando mais sessenta e nove (69) bairros. Note que a soma atinge a cifra de noventa e dois (92) bairros, de forma concêntrica, quantidade ainda inexistente de bairros na cidade. Note que um crescimento concêntrico de bairros torna o crescimento da cidade organizadamente (o que não ocorre atualmente).

Tem gente que critica este projeto e o considera faraônico. Além disto, dizem ser um projeto sem prioridade, caro e que São Carlos do Pinhal nem comporta tal empreendimento. Eu contesto. Aliás, fomos uma das poucas cidades do mundo a ter uma rede de bondes-elétricos em uma época em que os recursos de engenharia eram escassos e quando nem existiam em São Carlos do Pinhal as nossas universidades.

Se São Carlos do Pinhal é a “Capital da Tecnologia” e o berço da engenharia nacional (por causa das Universidades locais), este projeto é viável, ecologicamente correto e moderno. O problema é que aqueles que criticam são justamente aqueles que não fazem uso de transporte coletivo, por terem seus carros (alguns, carros de luxo). Para estas pessoas, gente humilde tem que andar a pé, de bicicleta ou de ônibus (de sistema monopolizado…). Andar de metrô… só na “capitar Sum Paulo”.

Projetos deste porte nem são financiados por prefeituras. Consegue-se financiamentos no exterior, inclusive a fundo perdido (em alguns casos).

Exemplo simples de um financiamento a fundo perdido: imagine um projeto que evite corte ostensivo de árvores. Sem cortar árvores, não há agressão ao meio ambiente. Sem tal agressão, não colaboramos com o aumento do “efeito estufa” (aquele efeito que superaquece a temperatura ambiente do planeta…) Sem aumentar a temperatura ambiente, não se corre o risco de derreter as calotas polares (imensos blocos de gelo do Polo Norte e Polo Sul), que aumentaríam o nível d’água do mar…e neste caso, o Japão, que é uma ilha, não corre o risco de ser inundado, nem a cidade americana de Nova Iórque (New York), que é uma cidade portuária e símbolo co capitalismo mundial. Tanto o Japão quanto os Estados Unidos, nestes casos, têm interesse em financiar tais projetos.

FOTO 02: projeção por computador de como seria o Metrô-de-superfície na marginal. Note que em pleno vão central, aproveita-se o espaço para se fazer uma ciclovia e áreas de retorno para automóveis.

Note a foto 01 e imagine nossas marginais desta forma. Será isto impossível para a cidade que possui as duas melhores universidades de engenharia e que é a “Capital da Tecnologia” ? Será que isto é díficil para a cidade que possui a maior concentração de PhDs do mundo? Onde está a tecnologia a serviço do público? Nos laboratórios?

O Projeto Metrô-de-Superfície São Carlos do Pinhal é uma derivação do famoso Projeto Aeromóvel® do conceituado cientista Dr Oskar Coester. Para se ter uma melhor idéia, não basta o metrô-aéreo atender as urgentes necessidades de transporte coletivo em nossa cidade, com projeções de poder atender 100% da população nos próximos setenta anos, como também seu apoio para que a cidade tenha um crescimento sustentável e planejado de seus bairros, de forma concêntrica.

O metrô-aéreo tem condições iniciais de tráfego para uma distância de trinta e dois quilômetros (32 kms) pela cidade. Atenderá vinte e três bairros diretamente, mais sessenta e nove adicionais se integrado com o ônibus, dos quais 40% são de classe média, 40% de classe baixa, 10% de classe alta e 10% de área comercial central.

Seu percurso do projeto inicial seria pelas marginais, nesta seqüência: Empresa Hero – Rodovíária – USP – Kartódromo – Jardim Paulistano – Parque Delta – Rodovia Washington Luís – UFSCAR (volta pelos mesmos pontos até a USP novamente) – Rua Miguel Petrônio – Jardim Alvorada – Santa Mônica – Shopping Center Iguatemi – SESC – Jardim São Carlos – Centro Comercial/Mercado Municipal – Forum Novo – Centreville – Jardim Maria Alice – Jardim N.S. Aparecida – Azuville – Portal do Sol – Jardim Cardinalli – Parque Anhembi – Vila Rancho Velho – Chácara do Parque – Vila Max – Albertini – Vila São Caetano – Empresa Hero.

Uma linha no sentido horário e outra no sentido anti-horário proporcionam deslocamentos eficientes, sem atraso de trânsito, sem conflito de espaço a ser ocupado, com segurança e conforto para os passageiros.

Lembre-se de que a cidade continuará crescendo dia após dia. Você envelhece, morre… mas a cidade continua. Do jeito que a velocidade do mundo atual impôe seu ritmo, precisamos agir com urgência e corrigir erros que serão incorrigíveis em breve.

Por causa direta da globalização do mundo dos negócios, grandes indústrias e multinacionais descobriram ser viável se instalar em regiões como o interior de São Paulo.

Nas regiôes mais populosas como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre (entre outras) não existem mais tanto atrativos para estas empresas, nem espaço físico-geográfico. A tendência é investir em cidades com boa estrutura, de alta tecnologia, com bons recursos humanos (mão-de-obra qualificada), com bom espaço geográfico a ocupar e não muito longe (de avião ou carro) dos grandes centros. E São Carlos do Pinhal não só é centro geográfico do Estado de São Paulo como também do “Brasil Consumidor”, localizado na latitude de Brasília para o sul (ou de Brasília para baixo…).

Estimo o custo desta obra em torno de USD 50 milhões (dólares americanos), levando-se em conta que os materiais usados são pré-fabricados de concreto. Lembro-lhe que as estruturas de concreto em T, canalização do vão central das marginais (não esta m…que estão fazendo), galerias laterais para fiação geral, reflorestamento do vão central, construção da ciclovia neste circuito deve proporcionar emprego para mais de três mil (3.000) pessoas diretamente e mais nove mil (9.000) pessoas indiretamente, incluídos aí inúmeros postos de estágios aos formandos de engenharia e computação de nossas universidades.