Arquivo da Categoria ‘Brasil, 500 Anos de Marinha Mercante’

Brasil, 500 Anos de Marinha Mercante - 16

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A Carta de Pero Vaz de Caminha é o principal documento do descobrimento do Brasil cheio de detalhes escritos por alguém que vivenciou aquele momento como cronista oficial da frota. Suas anotações de 54 dias totalizaram 14 páginas de papel florete, papel este usado em documentos oficiais na Península Ibérica desde o século 10.

 

Não existem dados técnicos de navegação, já que Caminha afirma que tal trabalho estava sendo feito pelos pilotos de bordo.

 

Sabe-se que foram escritas mais de trinta cartas, inclusive uma escrita pelo Pedro Álvares Cabral. Mas que se perderam no tempo, ou ainda estão para ser  redescobertas!.

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Brasil, 500 Anos de Marinha Mercante - 15

segunda-feira, 7 de junho de 2010

  

CARTA DO PILOTO ANÔNIMO

 

“ NAVEGAÇÃO DE PEDRO ÁLVARES CABRAL

CAPITULO I

 

De como El Rei de Portugal mandou huma Armada de doze náos, de que era Capitão mór Pedro Alvares Cabral; dez das quaes foram ter a Calicut, e as outras duas a Çofala, que fica na mesma derrota (1), a fim de contratar em mercadorias; e de como descobriram huma terra muito povoada de arvores e de gente.

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Brasil, 500 Anos de Marinha Mercante - 14

domingo, 23 de maio de 2010

CARTA DE MESTRE JOÃO FARAS A D. MANUEL

 

 

“Senhor: O bacharel mestre João, físico e cirurgião de Vossa Alteza, beijo vossas reais mãos. Senhor porque, de tudo o cá passado, largamente escreveram a Vossa Alteza, assim Aires Correia como todos os outros, somente escreverei sobre dois pontos. Senhor: ontem, Segunda-feira, que foram 27 de Abril, descemos em terra, eu e o piloto do capitão-mor e o piloto de Sancho de Tovar e tomamos a altura do sol ao meio dia e achamos 56 graus, e a sombra era setentrional, pelo que, segundo as regras do astrolábio, julgamos estar afastados da equinocial por 17 graus, e ter por conseguinte a altura do pólo antártico em 17 graus, segundo é manifesto na esfera. E isto é quanto a um dos pontos, pelo que saberá Vossa Alteza que todos os pilotos vão tanto adiante de mim, que Pero Escolar vai adiante 150 léguas, e outros mais, e outros menos, mas quem diz a verdade, não pode certificar até que em boa hora cheguemos  ao Cabo da Boa Esperança e ali saberemos quem vai mais certo, se eles com a carta, ou eu com a carta e com o astrolábio. Quanto, senhor ao sitio desta terra, mande Vossa Alteza trazer um mapa-mundo que tem Pero Vaz Bisagudo e por ai poderá ver Vossa Alteza o sitio desta terra; mas aquele mapa-mundo não certifica se esta terra é habitada ou não; é mapa-mundo antigo e ali achará Vossa Alteza escrita tambem a Mina. Ontem quase entendemos por acenos que esta era a ilha, e que eram quatro, e que de outra ilha vêm aqui almadias pelejar com eles e os levam cativos.

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Brasi, 500 Anos de Marinha Mercante - 13

domingo, 23 de maio de 2010

Cabral versus Vasco da Gama

 

Muitos erram, e muitos erraram, quando não deram a devida importância a Pedro Álvares Cabral. Até Luís de Camões, em sua notável obra “Os Lusíadas”, narrando a fantástica celebração das descobertas e conquistas marítimas portuguesas, errou ao não mencionar Cabral, mas transformando, em heróis, Vasco da Gama, Bartolomeu Dias e Fernão Magalhães. Nem Fernando Pessoa poetizou Cabral!

 

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Brasil, 500 Anos de Marinha Mercante - 12

domingo, 23 de maio de 2010

 

Os Comandantes da frota de Pedro Álvares Cabral…

 

É importante mencionar novamente cada embarcação da frota de Cabral, seus comandantes e pilotos. Isto para lembrá-lo do alto grau de importância que o empreendimento tinha para a Coroa Portuguesa, como para a própria humanidade.

 

Muito dinheiro havia sido empregado na expedição e não é à toa que historiadores de peso atribuem este fato à intencionalidade da “descoberta” do Brasil. Ninguém empregaria esforços, dinheiro e muita gente especializada para uma simples aventura ou um novo contato com os Rajás da Índia, por mais que tentasse impressioná-los.

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Brasil, 500 Anos de Marinha Mercante - 11

segunda-feira, 3 de maio de 2010

 

 

Pedro Álvares de Gouveia Cabral

(Belmonte, Portugal, 1468 ou 69 — Santarém, Portugal, 1520)

 

 

Pedro era filho de Fernão Cabral, um gigante de 1.90 m de altura e conhecido como Gigante da Beira,  e de Isabel Gouveia, mulher riquíssima. Pedro era trineto do guerreiro da batalha de  Aljubarrota em 1385, Álvaro Gil Cabral, heróico defensor do Castelo de Belmonte, quando Portugal se separou do domínio espanhol. Portanto, Pedro Álvares Cabral tem muito mais importância no cenário europeu na época das Grandes Navegações que Vasco da Gama, apesar deste ter conquistado mais fama.

 

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Brasil, 500 Anos de Marinha Mercante - 10

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Continuando a cronologia dos fatos, é importante mencionar que o mundo, na verdade, havia sido “dividido” entre a Marinha de Portugal e a Marinha da Espanha, e esta divisão ficou famosa com o nome “Tratado de Tordesilhas”, em 7 de junho de 1494, em uma tentativa de vencer um longo período de conflitos, quando as Cortes de Portugal e de Espanha firmaram o tratado, que definia critérios e limites para a posse dos territórios a serem descobertos pelos dois países no Novo Mundo.

 

O documento foi assinado na pequena cidade de Tordesilhas, no norte da Espanha, e garantiu a Portugal a posse de todas as terras a 370 léguas a oeste de Cabo Verde, limites que incluiriam o litoral do Brasil.

 

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Brasil, 500 Anos de Marinha Mercante - 09

segunda-feira, 3 de maio de 2010

 

 

A “Pequena Veneza”… a Venezuela de Alonso de Ojeda

 

 

O leitor que vem acompanhando esta série de artigos já deve ter notado que, além da cronologia dos fatos, todos os navegadores e comandantes aqui citados, apesar da particularidade de cada um, possuem uma relação com o Brasil.

 

É importante ligar os fatos e os protagonistas da época, pois, por um erro de didática escolar, muitas vezes aprendemos história como “partes” separadas do “todo”. A história só tem sentido se estiver ligada, parte com parte, fazendo sentido uma à outra.

 

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Brasil, 500 Anos de Marinha Mercante - 08

sábado, 1 de maio de 2010

 

A América de Américo Vespúcio

Quem foi “Amerigo Vespucci”? Esta é uma pergunta que eu me fazia quando estava pesquisando a vida do homem a quem creditaram a descoberta do mundo novo (daí “América”). Muita informação foi escrita sobre Cristóvão Colombo mas muito pouco sobre Américo Vespúcio. E a única maneira de entender Américo Vespúcio era olhar para a vida dele, naquele período de tempo. Será que ele de fato descobriu a América ou esta honra foi dada ao homem errado?

 

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Brasil, 500 Anos de Marinha Mercante - 07

sábado, 1 de maio de 2010

 

A descoberta da nova rota para a Índia e o Brasil como “porto de abastecimento”.

Semana passada falamos da “febre” que assolava os reis europeus e a forma como, constantemente, procuravam achar a rota marítima para a Índia. Toda esta corrida, na verdade, acabou resultando na “descoberta do Brasil” pelos maiores navegadores de todos os tempos. Acabaram tomando posse do que já conheciam existir, mas que não quantificavam sua importância, tão obcecados estavam nas tais “especiarias”. Tanto que a imensa frota de Cabral, com suas 13 naus, foi dividida em duas “divisões”, justamente porque o Brasil seria uma parada estratégica, para então seguirem viagem para a Índia.

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Brasil, 500 Anos de Marinha Mercante - 06

sábado, 1 de maio de 2010

 

Reação da Marinha Espanhola frente aos navegadores portugueses: Colombo !

No texto de hoje falaremos da reação da Coroa espanhola frente às descobertas portuguesas e como esta briga foi benéfica para a humanidade. Antes de 1492, ano em que Cristóvão Colombo descobriu as Americas, a Espanha só possuia, fora da Europa, as Ilhas Canárias. Porém, antes do século 16, a Espanha passaria a controlar quase todo o Caribe, grandes porções das Américas e muitas regiões da África. Esta aquisição rápida de posses ultramarinas foi possível, graças ao estabelecimento e consolidação da hegemonia espanhola na Europa , devido a uma série de matrimônios políticos. Em vez de empreender batalhas para esparramar seu poder e influenciar, o Habsburgs preferiram usar os laços de matrimônio para unir-se aos outros.

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Brasil, 500 Anos de Marinha Mercante - 05

sábado, 1 de maio de 2010

 

Brasil, achado por acaso ou descoberto intencionalmente ?

Segundo o famoso e respeitado historiador Francisco de Adolfo Varnhagen (1816-1878), existiam fortes indícios que o Brasil foi intencionalmente “descoberto” . Hoje já existem provas, levantadas em 1975 pelo então Capitão-de-Mar-e-Guerra, hoje Almirante Max Justo Guedes, na época diretor do Serviço de Documentação Geral da Marinha do Brasil e, depois, diretor do Patrimônio Histórico e Cultural da Marinha, que Vicente Yãnez Pinzón descobriu o Brasil em 26 de janeiro de 1500 quando atingiu a nossa costa na ponta de Mucuripe, Ceará, meses antes de Cabral. Note que Pinzón havia comandado uma das caravelas de Cristóvão Colombo, a famosa Niña. Batizaram a atual Ponta do Mucuripe de Santa Maria de la Consolación. Diego de Lepe também navegou na mesma região dois meses depois, alcançando o Oiapoque em março.

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Brasil, 500 Anos de Marinha Mercante - 04

sábado, 1 de maio de 2010

 

Os capitães da frota de Cabral

 

É importante mencionar cada embarcação da frota de Cabral, seus comandantes e pilotos. Isto prova o alto grau de importância que o empreendimento tinha para a Coroa Portuguesa como para a própria humanidade. Muito dinheiro havia sido empregado na expedição e não é à toa que historiadores de peso atribuem este fato à intencionalidade da  “descoberta”  do Brasil. Ninguém empregaria esforços, dinheiro e muita gente especializada para uma simples aventura ou um novo contato com os Rajás da Índia, por mais que pretendessem impressioná-los.

Vamos a cada uma delas e seus principais navegadores:

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Brasil, 500 Anos de Marinha Mercante - 03

sábado, 1 de maio de 2010

 

As grandes navegações que marcaram novo ciclo histórico da humanidade, destacam-se:

 

Principais expedições enviadas pelo Infante D. Henrique:

  • 1427 – Açores – Diogo de Silves
  • 1434 – Cabo Bojador – Gil Eanes
  • 1435 – Angra dos Ruivos – Gil Eanes e Afonso Gonçalves Baldaia
  • 1436 – Pedra da Galé – Afonso Gonçalves Baldaia
  • 1441 – Cabo Branco – Nuno Tristão
  • 1444 – Senegal – Cabo Verde – Dinis Dias
  • 1445 – Cabo dos Mastros – Álvaro Fernandes
  • 1446 – Rio Gambia – Estevão Afonso
  • 1446 – Cabo Roxo – Álvaro Fernandes
  • 1456 – Rio Grande – Diogo Gomes
  • 1456 – Rio Grande – Cadamosto e Antoniotto Usodimare
  • 1460 – I. Cabo Verde – Diogo Gomes e Antonio de Noli
  • 1460 – Serra Leoa – Pedro de Sintra

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Brasil, 500 Anos de Marinha Mercante - 02

sábado, 1 de maio de 2010

 

Infante D. Henrique

Infante D. Henrique

Infante D. Henrique e a Escola de Sagres, Berço dos Navegadores 

Para a execução das grandes navegações foi necessária a implementação de diversas providências pelo Infante D. Henrique, que apesar de nunca ter sido marinheiro, era cognominado de “O Navegador”. Cruzou somente duas vezes o Mar Mediterrâneo para atacar infiéis em Marrocos (infiéis eram todos aqueles que não eram cristãos). Jamais navegou o Oceano Atlântico, o “Mar Tenebroso”, palco das grandes navegações.   

Segundo alguns importantes historiadores, o Infante D. Henrique, filho mais moço do rei D. João I, reuniu na Vila de Lagos, que ficava nas proximidades do Promontório de Sagres, sábios, cartógrafos, astrônomos e astrólogos, especialmente judeus que fugiam de perseguições que ocorriam na Espanha.

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Brasil, 500 Anos de Marinha Mercante - 01

sábado, 1 de maio de 2010

 

Antecedentes importantes ao Descobrimento do Brasil e a Importância das Grandes Navegações Portuguesas pelo Mundo

A história do descobrimento do Brasil, consequência direta das grandes navegações portuguesas, tem seu início muito antes da Esquadra do Almirante Pedro Álvares Cabral deixar o porto de Restelo, em Lisboa, em 8 de março de 1500, um domingo.

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E-Book “Brasil, 500 Anos de Marinha Mercante”

sábado, 1 de maio de 2010

 

e-book

e-book

Sras e Srs da Marinha Mercante,

 

Incluirei aqui um capítulo por semana do livro que escrevi em 1999/2000, por ocasião da comemoração dos 500 Anos do Brasil, quando ainda escrevia para um jornal da minha cidade natal (tinha uma coluna sobre história).

Este “e-book”, nome bonito para a versão eletrônica deste livro que não consegui editar em papel, é na verdade uma pesquisa sobre fatos relevantes e interessantes sobre a colonização no Brasil, feita do mar para a terra, por navegadores experientes e com visão bem marinheira.

O e-book não deixa de ser uma série de “copy & paste” de diversas fontes, mas o retalho final destas cópias faz bem o seu papel em aguçar a curiosidade e o interesse pelos nossos 500 anos de história.

Espero que gostem! E se gostarem, espero que divulguem, especialmente para os mais jovens.

Viva a Marinha Mercante Brasileira!

Sds marinheiras a todos.