7 de junho de 2010

A Carta de Pero Vaz de Caminha é o principal documento do descobrimento do Brasil cheio de detalhes escritos por alguém que vivenciou aquele momento como cronista oficial da frota. Suas anotações de 54 dias totalizaram 14 páginas de papel florete, papel este usado em documentos oficiais na Península Ibérica desde o século 10.
Não existem dados técnicos de navegação, já que Caminha afirma que tal trabalho estava sendo feito pelos pilotos de bordo.
Sabe-se que foram escritas mais de trinta cartas, inclusive uma escrita pelo Pedro Álvares Cabral. Mas que se perderam no tempo, ou ainda estão para ser redescobertas!.
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7 de junho de 2010

CARTA DO PILOTO ANÔNIMO
“ NAVEGAÇÃO DE PEDRO ÁLVARES CABRAL
CAPITULO I
De como El Rei de Portugal mandou huma Armada de doze náos, de que era Capitão mór Pedro Alvares Cabral; dez das quaes foram ter a Calicut, e as outras duas a Çofala, que fica na mesma derrota (1), a fim de contratar em mercadorias; e de como descobriram huma terra muito povoada de arvores e de gente.
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30 de maio de 2010
Tendo em vista que nunca se reuniu, no CIAGA, todas as turmas da Marinha Mercante em um único evento, existe uma forte possibilidade de que este grande encontro se realize ainda em 2010.
A intenção do encontro é de juntar várias gerações de Oficiais Mercantes para se conhecerem, fato inédito na Marinha Mercante Brasileira.
Além de palestras que poderão ser realizadas durante todo o dia do encontro, pretende-se produzir uma foto oficial do evento e reproduzí-la em um grande mural (ou parede interna da EFOMM), para evidenciar que este evento foi a pedra fundamental da nossa grande união.
Estou seguro de que os comandantes do CIAGA e da DPC nos receberão de braços abertos na OM da Avenida Brasil, berço da Marinha Mercante Brasileira.
Conto com o apoio de todos os amigos e colegas de Marinha Mercante para que este grande encontro se realize e não fique apenas na nossa imaginação.
Saudações marinheiras a todos,
MARCELO DOTTA DA SILVA - 1988 RJ
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23 de maio de 2010

CARTA DE MESTRE JOÃO FARAS A D. MANUEL
“Senhor: O bacharel mestre João, físico e cirurgião de Vossa Alteza, beijo vossas reais mãos. Senhor porque, de tudo o cá passado, largamente escreveram a Vossa Alteza, assim Aires Correia como todos os outros, somente escreverei sobre dois pontos. Senhor: ontem, Segunda-feira, que foram 27 de Abril, descemos em terra, eu e o piloto do capitão-mor e o piloto de Sancho de Tovar e tomamos a altura do sol ao meio dia e achamos 56 graus, e a sombra era setentrional, pelo que, segundo as regras do astrolábio, julgamos estar afastados da equinocial por 17 graus, e ter por conseguinte a altura do pólo antártico em 17 graus, segundo é manifesto na esfera. E isto é quanto a um dos pontos, pelo que saberá Vossa Alteza que todos os pilotos vão tanto adiante de mim, que Pero Escolar vai adiante 150 léguas, e outros mais, e outros menos, mas quem diz a verdade, não pode certificar até que em boa hora cheguemos ao Cabo da Boa Esperança e ali saberemos quem vai mais certo, se eles com a carta, ou eu com a carta e com o astrolábio. Quanto, senhor ao sitio desta terra, mande Vossa Alteza trazer um mapa-mundo que tem Pero Vaz Bisagudo e por ai poderá ver Vossa Alteza o sitio desta terra; mas aquele mapa-mundo não certifica se esta terra é habitada ou não; é mapa-mundo antigo e ali achará Vossa Alteza escrita tambem a Mina. Ontem quase entendemos por acenos que esta era a ilha, e que eram quatro, e que de outra ilha vêm aqui almadias pelejar com eles e os levam cativos.
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23 de maio de 2010

Cabral versus Vasco da Gama
Muitos erram, e muitos erraram, quando não deram a devida importância a Pedro Álvares Cabral. Até Luís de Camões, em sua notável obra “Os Lusíadas”, narrando a fantástica celebração das descobertas e conquistas marítimas portuguesas, errou ao não mencionar Cabral, mas transformando, em heróis, Vasco da Gama, Bartolomeu Dias e Fernão Magalhães. Nem Fernando Pessoa poetizou Cabral!
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23 de maio de 2010

Os Comandantes da frota de Pedro Álvares Cabral…
É importante mencionar novamente cada embarcação da frota de Cabral, seus comandantes e pilotos. Isto para lembrá-lo do alto grau de importância que o empreendimento tinha para a Coroa Portuguesa, como para a própria humanidade.
Muito dinheiro havia sido empregado na expedição e não é à toa que historiadores de peso atribuem este fato à intencionalidade da “descoberta” do Brasil. Ninguém empregaria esforços, dinheiro e muita gente especializada para uma simples aventura ou um novo contato com os Rajás da Índia, por mais que tentasse impressioná-los.
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3 de maio de 2010
Pedro Álvares de Gouveia Cabral
(Belmonte, Portugal, 1468 ou 69 — Santarém, Portugal, 1520)
Pedro era filho de Fernão Cabral, um gigante de 1.90 m de altura e conhecido como Gigante da Beira, e de Isabel Gouveia, mulher riquíssima. Pedro era trineto do guerreiro da batalha de Aljubarrota em 1385, Álvaro Gil Cabral, heróico defensor do Castelo de Belmonte, quando Portugal se separou do domínio espanhol. Portanto, Pedro Álvares Cabral tem muito mais importância no cenário europeu na época das Grandes Navegações que Vasco da Gama, apesar deste ter conquistado mais fama.
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3 de maio de 2010

Continuando a cronologia dos fatos, é importante mencionar que o mundo, na verdade, havia sido “dividido” entre a Marinha de Portugal e a Marinha da Espanha, e esta divisão ficou famosa com o nome “Tratado de Tordesilhas”, em 7 de junho de 1494, em uma tentativa de vencer um longo período de conflitos, quando as Cortes de Portugal e de Espanha firmaram o tratado, que definia critérios e limites para a posse dos territórios a serem descobertos pelos dois países no Novo Mundo.
O documento foi assinado na pequena cidade de Tordesilhas, no norte da Espanha, e garantiu a Portugal a posse de todas as terras a 370 léguas a oeste de Cabo Verde, limites que incluiriam o litoral do Brasil.
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3 de maio de 2010

A “Pequena Veneza”… a Venezuela de Alonso de Ojeda
O leitor que vem acompanhando esta série de artigos já deve ter notado que, além da cronologia dos fatos, todos os navegadores e comandantes aqui citados, apesar da particularidade de cada um, possuem uma relação com o Brasil.
É importante ligar os fatos e os protagonistas da época, pois, por um erro de didática escolar, muitas vezes aprendemos história como “partes” separadas do “todo”. A história só tem sentido se estiver ligada, parte com parte, fazendo sentido uma à outra.
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1 de maio de 2010

Você sabia que 51% dos brasileiros que morreram na II Guerra Mundial eram da Marinha Mercante?
Aqui vai um texto sobre o assunto.
Marinha Mercante Brasileira. Ela foi muito sacrificada. Pagou pesado tributo com expressivas perdas materiais e sobretudo em vidas de brasileiros imolados às centenas com torpedeamentos por submarinos.
Ela começou a ser atacada antes da entrada do Brasil na guerra, por submarinos nazistas e fascistas, depois dele haver rompido relações com o Eixo, em 28 de janeiro de 1942, junto com as demais nações americanas. Em conseqüência, Hitler destacou para o Atlântico Sul e inclusive para as costas brasileiras submarinos (U-Boats), para atacarem navios mercantes brasileiros e aliados.
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1 de maio de 2010

Desde que foi descoberto em 1616, as dificuldades que os marinheiros e os navios têm de enfrentar por causa da sua orografia e meteorologia peculiares transformaram a sua travessia numa das navegações mais temidas e pejadas de lendas.
O cabo Horn foi descoberto em 1616 por causa das restrições comerciais impostas pela Companhia Holandesa das Índias Orientais, que proibia às outras companhias holandesas o comércio com as Índias através do estreito de Magalhães ou do cabo da Boa Esperança. A proibição era, por conseguinte, total, pois não se conhecia uma rota alternativa. Por essa altura, ninguém se tinha aventurado a explorar mais a sul do estreito de Magalhães; em 1578, Francis Drake provou que o mar se estendia abaixo da Terra de Fogo (a chamada Passagem de Drake), mas não descobriu o cabo porque fez a passagem do Atlântico para o Pacífico pelo estreito de Magalhães; por esta razão, em princípios do séc. XVII, o limite do continente sul-americano permanecia um mistério.
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Tags: Cabo Horn, Naufrágio, Tempestade
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1 de maio de 2010
Representantes da ANTAQ e do Syndarma falam sobre a navegação de cabotagem no Brasil, abordando aspectos como a influência da economia no setor, a situação atual da frota de navios e as perspectivas para o segmento, considerando os investimentos do PAC.
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Tags: Antaq, Cabotagem
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1 de maio de 2010
“É um sonho. É o modal do sonho”. A opinião sobre cabotagem no Brasil é de Henrique Germano Zimmer, engenheiro, técnico da Superintendência de Desenvolvimento Sustentável da Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV), organismo da Prefeitura Municipal de Vitória e ex-presidente da Cia. Docas do Espírito Santo (Codesa). Para ele, a cabotagem no País não cresce e não se desenvolve porque não existe uma ação concreta. “Há uma falsa cabotagem. Hoje se fala em cabotagem, mas o que se faz é transbordo”.
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Tags: Cabotagem, Marinha Mercante
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1 de maio de 2010

Sras e Srs Mercantes,
Lanço aqui uma idéia de montarmos um pitoco oficial, com a patinha do Jupe (assinando o entretenimento) e convidando alguma empresa nacional para fabricá-lo em série (deve ser relativamente barato). Assim podemos, quem sabe, indicar o Sindmar como nosso representante legal perante a indústria.
O Sindmar também terá um brinde oficial e bacana para dar aos nossos clientes e amigos (sejam eles quais forem) e nós teremos uma forma de disseminar nossa tradição na sociedade brasileira. Conseguiremos novos vapozeiros ainda no berço!
Alguém apoia a idéia? Acho que o Jupe já deu o OK dele…
No aguardo dos comentários de todos, saudações marinheiras!
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1 de maio de 2010
Em 1910, marinheiros insatisfeitos com os maus-tratos se revoltaram e tomaram parte da frota de navios de guerra do Brasil. Entre ameaças de bombardeio, a capital da nação, o Rio de Janeiro, viveu dias de terror
por Fernando Granato
A baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, estava repleta de navios estrangeiros na manhã de 16 de novembro de 1910. As embarcações haviam aportado com autoridades para a posse do marechal Hermes da Fonseca na Presidência da República. No encouraçado Minas Gerais – o maior navio de guerra brasileiro, atracado a poucos metros do cais do porto – o clima não era nada festivo. Ao raiar do dia, toda a tripulação fora chamada ao convés para assistir aos castigos corporais a que seria submetido o marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes. Ele tinha ferido a navalhadas o cabo Valdemar Rodrigues de Souza, que o havia denunciado por tentar introduzir no navio duas garrafas de cachaça. Sua pena: 250 chibatadas. Esse seria o estopim para a eclosão da chamada Revolta da Chibata, movimento deflagrado pelos marinheiros contra os maus-tratos, que paralisaria o coração do Brasil por quatro dias e custaria a vida de dezenas de pessoas, entre civis e militares. Quase 94 anos depois, os primeiros documentos reservados sobre o conflito vêm à tona e serão revelados nesta reportagem.
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1 de maio de 2010

O naufrágio do Titanic tem sido a base de muitos romances fictícios descrevendo acontecimentos a bordo do navio. Muitos livros sobre o desastre também foram escritos desde que o Titanic afundou.
Os sobreviventes 2º Oficial Lightoller e alguns passageiros, como Jack Thayer, escreveram livros descrevendo suas experiências. Alguns gostaram do popular livro A Night to Remember, publicado em 1955, do historiador e escritor inglês Walter Lord, que fez uma investigação independente e entrevistas para descrever os acontecimentos que ocorreram a bordo do navio.
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1 de maio de 2010
A nossa Marinha Mercante está sendo cantada em versos em uma moda de viola e a música está participando, este ano, de um concurso anual promovido pela EPTV-Globo. O concurso, famoso no interior de São Paulo e Sul de Minas Gerais, reune artistas do Brasil inteiro, ligados à música raíz.
A “gran finale” será na minha terra natal, São Carlos.
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1 de maio de 2010

Sras e Srs Mercantes,
Começamos uma série de entrevistas com executivos da Marinha Mercante Brasileira que brilham ou brilharam em suas carreiras. Suas experiências, ora no Brasil, ora no exterior, contribuem para que todos os Oficiais de Marinha Mercante saibam das grandes oportunidades que a carreira oferece para aqueles que continuam seus estudos e se dedicam na profissão. Aproveitem as dicas destes “lobos-do-mar-e-de-terra”.
O que mudou na MM nestes últimos 20 anos, na sua percepção?
“O mais importante, na minha avaliação, foi o papel da Marinha Mercante no comércio mundial. Sua existência foi a chave para a globalização da economia. A intensidade da troca comercial só é possível com as mudanças implementadas na Marinha Mercante mundial, seja no tamanho, nos tipos de navios e na tecnologia empregada para construí-los e operá-los com segurança e eficiência.”
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1 de maio de 2010

Sras e Srs Mercantes,
Aqui vai uma longa e histórica entrevista com uma das personalidades mais conhecidas da Marinha Mercante Brasileira e que fez história na super greve de 1987, inspirando alguns “pratiticas”, em pleno PIM, a rebarbar ingenuamente (e de forma imatura) os comandantes militares e fuzileiros que tomaram os portos nacionais em Fevereio de 1987, no porto de Rio Grande, a bordo do N/T Merity (Flumar).
Detalhe: os militares liberaram, sem problemas, os alunos da EFOMM da possível “maior prisão domiciliar” da história jurídica brasileira. Eu era um dos alunos. Estava com meus colegas de turma, PRIETO (Venezuela) e NECCHY (RJ).
O prólogo abaixo está sendo incluído apenas por imenso respeito à exigência do entrevistado. E, apesar do comentário carinhoso deste ícone da MM, eu não tenho sequer 10% da experiência das pessoas que eu estou entrevistando.
Prólogo:
Caros Amigos;
Em primeiro lugar agradeço deferência pelo fato de, decorridos tantos anos fora da Gloriosa – assim chamávamos a Marinha Mercante em meu tempo, devido à inscrição no mastro da Escola, vocês ainda se lembrarem de me brindar com tamanha atenção.
Primeiramente , entendo que o próprio Marcelo Dotta é quem mais merece ser entrevistado.
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1 de maio de 2010

Companheiro Marcelo Dotta:
Conheço o seu excelente trabalho de divulgação histórica e, por tal, agradeço a deferência do convite para participar do mesmo. Noto, porém, que os quesitos enviados cobrem extenso território, passando, inclusive, por décadas de história recente da nossa Marinha Mercante. Não dispondo de tempo para ser breve, escreverei muito. Tranqüilizo o companheiro autorizando-o a alterar ou suprimir do texto – com as minhas bênçãos -, tudo que julgar necessário.
Sobre alguns tópicos, não estou apto a responder, afastado do setor há bons vinte anos, residindo em Teresópolis, advogando e perpetrando alguns livros sobre assuntos outros.
Com tais ressalvas prossigo:
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1 de maio de 2010

A América de Américo Vespúcio
Quem foi “Amerigo Vespucci”? Esta é uma pergunta que eu me fazia quando estava pesquisando a vida do homem a quem creditaram a descoberta do mundo novo (daí “América”). Muita informação foi escrita sobre Cristóvão Colombo mas muito pouco sobre Américo Vespúcio. E a única maneira de entender Américo Vespúcio era olhar para a vida dele, naquele período de tempo. Será que ele de fato descobriu a América ou esta honra foi dada ao homem errado?
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1 de maio de 2010

A descoberta da nova rota para a Índia e o Brasil como “porto de abastecimento”.
Semana passada falamos da “febre” que assolava os reis europeus e a forma como, constantemente, procuravam achar a rota marítima para a Índia. Toda esta corrida, na verdade, acabou resultando na “descoberta do Brasil” pelos maiores navegadores de todos os tempos. Acabaram tomando posse do que já conheciam existir, mas que não quantificavam sua importância, tão obcecados estavam nas tais “especiarias”. Tanto que a imensa frota de Cabral, com suas 13 naus, foi dividida em duas “divisões”, justamente porque o Brasil seria uma parada estratégica, para então seguirem viagem para a Índia.
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1 de maio de 2010

Reação da Marinha Espanhola frente aos navegadores portugueses: Colombo !
No texto de hoje falaremos da reação da Coroa espanhola frente às descobertas portuguesas e como esta briga foi benéfica para a humanidade. Antes de 1492, ano em que Cristóvão Colombo descobriu as Americas, a Espanha só possuia, fora da Europa, as Ilhas Canárias. Porém, antes do século 16, a Espanha passaria a controlar quase todo o Caribe, grandes porções das Américas e muitas regiões da África. Esta aquisição rápida de posses ultramarinas foi possível, graças ao estabelecimento e consolidação da hegemonia espanhola na Europa , devido a uma série de matrimônios políticos. Em vez de empreender batalhas para esparramar seu poder e influenciar, o Habsburgs preferiram usar os laços de matrimônio para unir-se aos outros.
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1 de maio de 2010

Brasil, achado por acaso ou descoberto intencionalmente ?
Segundo o famoso e respeitado historiador Francisco de Adolfo Varnhagen (1816-1878), existiam fortes indícios que o Brasil foi intencionalmente “descoberto” . Hoje já existem provas, levantadas em 1975 pelo então Capitão-de-Mar-e-Guerra, hoje Almirante Max Justo Guedes, na época diretor do Serviço de Documentação Geral da Marinha do Brasil e, depois, diretor do Patrimônio Histórico e Cultural da Marinha, que Vicente Yãnez Pinzón descobriu o Brasil em 26 de janeiro de 1500 quando atingiu a nossa costa na ponta de Mucuripe, Ceará, meses antes de Cabral. Note que Pinzón havia comandado uma das caravelas de Cristóvão Colombo, a famosa Niña. Batizaram a atual Ponta do Mucuripe de Santa Maria de la Consolación. Diego de Lepe também navegou na mesma região dois meses depois, alcançando o Oiapoque em março.
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1 de maio de 2010

Os capitães da frota de Cabral
É importante mencionar cada embarcação da frota de Cabral, seus comandantes e pilotos. Isto prova o alto grau de importância que o empreendimento tinha para a Coroa Portuguesa como para a própria humanidade. Muito dinheiro havia sido empregado na expedição e não é à toa que historiadores de peso atribuem este fato à intencionalidade da “descoberta” do Brasil. Ninguém empregaria esforços, dinheiro e muita gente especializada para uma simples aventura ou um novo contato com os Rajás da Índia, por mais que pretendessem impressioná-los.
Vamos a cada uma delas e seus principais navegadores:
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1 de maio de 2010

As grandes navegações que marcaram novo ciclo histórico da humanidade, destacam-se:
Principais expedições enviadas pelo Infante D. Henrique:
- 1427 – Açores – Diogo de Silves
- 1434 – Cabo Bojador – Gil Eanes
- 1435 – Angra dos Ruivos – Gil Eanes e Afonso Gonçalves Baldaia
- 1436 – Pedra da Galé – Afonso Gonçalves Baldaia
- 1441 – Cabo Branco – Nuno Tristão
- 1444 – Senegal – Cabo Verde – Dinis Dias
- 1445 – Cabo dos Mastros – Álvaro Fernandes
- 1446 – Rio Gambia – Estevão Afonso
- 1446 – Cabo Roxo – Álvaro Fernandes
- 1456 – Rio Grande – Diogo Gomes
- 1456 – Rio Grande – Cadamosto e Antoniotto Usodimare
- 1460 – I. Cabo Verde – Diogo Gomes e Antonio de Noli
- 1460 – Serra Leoa – Pedro de Sintra
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1 de maio de 2010

Infante D. Henrique
Infante D. Henrique e a Escola de Sagres, Berço dos Navegadores
Para a execução das grandes navegações foi necessária a implementação de diversas providências pelo Infante D. Henrique, que apesar de nunca ter sido marinheiro, era cognominado de “O Navegador”. Cruzou somente duas vezes o Mar Mediterrâneo para atacar infiéis em Marrocos (infiéis eram todos aqueles que não eram cristãos). Jamais navegou o Oceano Atlântico, o “Mar Tenebroso”, palco das grandes navegações.
Segundo alguns importantes historiadores, o Infante D. Henrique, filho mais moço do rei D. João I, reuniu na Vila de Lagos, que ficava nas proximidades do Promontório de Sagres, sábios, cartógrafos, astrônomos e astrólogos, especialmente judeus que fugiam de perseguições que ocorriam na Espanha.
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1 de maio de 2010

Antecedentes importantes ao Descobrimento do Brasil e a Importância das Grandes Navegações Portuguesas pelo Mundo
A história do descobrimento do Brasil, consequência direta das grandes navegações portuguesas, tem seu início muito antes da Esquadra do Almirante Pedro Álvares Cabral deixar o porto de Restelo, em Lisboa, em 8 de março de 1500, um domingo.
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1 de maio de 2010

e-book
Sras e Srs da Marinha Mercante,
Incluirei aqui um capítulo por semana do livro que escrevi em 1999/2000, por ocasião da comemoração dos 500 Anos do Brasil, quando ainda escrevia para um jornal da minha cidade natal (tinha uma coluna sobre história).
Este “e-book”, nome bonito para a versão eletrônica deste livro que não consegui editar em papel, é na verdade uma pesquisa sobre fatos relevantes e interessantes sobre a colonização no Brasil, feita do mar para a terra, por navegadores experientes e com visão bem marinheira.
O e-book não deixa de ser uma série de “copy & paste” de diversas fontes, mas o retalho final destas cópias faz bem o seu papel em aguçar a curiosidade e o interesse pelos nossos 500 anos de história.
Espero que gostem! E se gostarem, espero que divulguem, especialmente para os mais jovens.
Viva a Marinha Mercante Brasileira!
Sds marinheiras a todos.
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1 de maio de 2010

Jesus Marinheiro
Sras e Srs Mercantes, respeito muito a opinião e religião de cada um. Sou católico, apostólico, romano. Apesar de não freqüentar muito as missas de domingo, freqüento muito as igrejas vazias, onde faço minhas reflexões e onde agradeço por tudo que tenho na vida. Aliás, mais do que mereço.
Apenas para registrar, a analogia abaixo é feita com fé, respeito e carinho a Jesus Cristo. Enquanto muitos não pregam suas palavras, eu procuro fazer isto com equilíbrio e na dosagem certa. Portanto, espero que gostem do que irão ler. Para mim, além de líder e amigo, Jesus também foi Vapozeiro!
Jesus Cristo, o Marinheiro Safo!
Existem muitas histórias de Jesus em torno do mar. Não vou me deter em nenhuma especificamente, porém vou citar algumas delas.
Inicialmente, precisamos levar em conta que o MAR, segundo Gênesis (1.9), faz parte da boa criação de Deus. Aliás, Deus controla, usa e se manifesta através do mar, segundo sua santa vontade. Percebemos isso, por exemplo, na travessia do povo pelo Mar Vermelho e na história de Jonas, entre muitas outras.
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Tags: Jesus Cristo
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1 de maio de 2010
Para muitos leitores do BlogMercante, a famosa frase do general romano Pompeu, imortalizada em Portugal por Fernando Pessoa, “Navegar é preciso, viver não é preciso”, os leva a pensar em necessidade, já que o autor viveu a época dos grandes descobrimentos portugueses. Daí tentarem vincular a necessidade de navegar, mesmo que pagando um alto preço, com a própria vida, exatamente como nas guerras romanas.
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Tags: História, Marinha Mercante
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1 de maio de 2010

A vida do mar, por sua natureza mesma, tem engendrado situações quase inverossímeis, atribuídas, quando narradas, à imaginação fértil dos marinheiros. Foi assim com os monstros marinhos e discos voadores, descritos desde o tempo dos descobrimentos. A ciência, até recentemente, refutava a existência da lendária vaga-gigante, por sua impossibilidade estatística.
No mesmo passo, são postas em dúvida certas proezas realizadas por cães.
Como, então, atribuir credibilidade à história que conjuga a palavra da gente do mar com um feito canino - mais que estranho - absolutamente inexplicável?
Há quarenta anos, bem na entrada principal do porto de Belém, já existia a estátua de Pedro Teixeira, pioneiro da incorporação física da Amazônia ao Brasil.
Para compreensão da grandiosidade da saga, basta lembrar da extensão geográfica da região, além do fato, pouco conhecido, de serem Belém e Manaus, das raras metrópoles situadas sobre a linha do equador, ou quase.
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Tags: Jupe Cão Marinheiro Vapozeiro
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19 de julho de 2009

CIAGA, Rio de Janeiro, Maio de 1987
Letra: Marcelo José Dotta da Silva (MARCELO SILVA)
Música: Maestro Moacyr Geraldo Maciel
Harmonia: Banda do Corpo de Fuzileiros Navais
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Tags: Marinha Mercante
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4 de julho de 2009

Nota: O texto abaixo foi uma colaboração que fiz a um amigo e que faz parte de um capítulo especial do livro “TERRORISMO NO BRASIL E NO MUNDO”, a ser editado pelo Capitão de Infantaria do Exército Brasileiro, Fabio Amaral.
Proteção e Segurança de Navios, Portos e Plataformas de Petróleo
O mundo, até poucos anos atrás, dividia-se em dois blocos principais, devido aos efeitos diretos e indiretos da Guerra Fria. Turbulência maior em nossa região era causada pela hostilidade de Cuba aos EUA, além de pequenos atritos de ordem diplomática em outros países latino-americanos.
Com o término da polarização entre os protagonistas da Guerra Fria, outros conflitos ideológicos e econômicos preencheram a lacuna deixada. Mas nenhum se tornou tão ameaçador como o terrorismo, principalmente depois da audaciosa missão suicida nos Estados Unidos, em 11 de Setembro de 2001.
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Tags: Marinha Mercante, Terrorismo
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21 de junho de 2009

Batalha Naval de Riachuelo
Em 11 de Junho de 1865, uma sequência de ”atos hostis” levou o Brasil à Guerra do Paraguai, como única forma para a solução das divergências geopolíticas daquela realidade histórica. A guerra durou cinco anos. Sua grande duração foi justificada pela obstinação de D. Pedro II de ver Solano López derrotado por desprezá-lo ao considerá-lo mais um caudilho latino-americano (e, óbviamente, lavar a honra do Brasil, atacado pelas costas). Também se alegou que a irritação do nosso amado e culto Imperador D. Pedro II teria ocorrido após uma proposta de López para casar-se com a princesa Isabel, apesar da alegação de alguns historiadores de que isto nunca ocorreu e tratava-se de uma invenção de um autor norte-americano.
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21 de junho de 2009
Os discípulos “oficiais” de Jesus foram 13… e seus apóstolos totalizam 16…
Amigão, a palavra “discípulo” se refere a um “aprendiz” ou “seguidor”. Já a palavra “apóstolo” se refere a “alguém que é enviado”. Enquanto Jesus estava na Terra, os doze eram chamados discípulos. Os 12 discípulos seguiram Jesus Cristo, aprenderam com Ele, e foram treinados por Ele. Após a ressurreição e a ascensão de Jesus, Ele enviou os discípulos ao mundo (Mateus 28:18-20) para que fossem Suas testemunhas. Eles então passaram a ser conhecidos como os doze apóstolos. No entanto, mesmo quando Jesus ainda estava na Terra, os termos discípulos e apóstolos eram de certa forma usados alternadamente, enquanto Jesus os treinava e enviava para pregarem. Daí a “confusão” dos dois termos.
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Tags: História, Jesus Cristo
Publicado em Jesus Cristo | 2 Comentários »
19 de maio de 2009
Caro leitor,
Aqui você encontrará sugestões para modernizar São Carlos do Pinhal (nome verdadeiro de nossa cidade) e como tais projetos se encaixam no mundo moderno e de alta tecnologia que queremos (e dizemos) ser parte.
Dizer que São Carlos do Pinhal é a “Capital da Alta Tecnologia” é uma coisa. Provar que tal tecnologia está à disposição do cidadão comum é outra. Dê sugestões para melhorar nossa cidade.
Pressione as autoridades, em todas as esferas possíveis, para fazer valer seu voto e o seu direito de ser um cidadão respeitado. Faça valer cada centavo de imposto pago pelo suor do seu trabalho!
Junte-se a Marcelo Dotta da Silva nesta luta pelo “VOTO CERTO”.
São Carlos do Pinhal, Maio de 1996
Tags: Introdução
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